Os meus olhos estão ainda arregalados. Durmo por fora porque à noite vamos para a cama, comportados. Mas, cá dentro, o rio que o filme acordou em mim, como à muito nada me acordava, esse rio de correntes fundas, está vivo como a excése de Sorriso aos pés da escada.#

Cai-o do Céu sobre o amor da minha vida. Desprego as lágrimas na chuva e pinto o heróico cavalo dos meus sonhos com motivos ausentes de ódio. Grito a plenos pulmões na solidão do meu quarto, dormindo em silêncio, a Principesa amada, a criança construída do riso , o jogo perfeito de todos os carros de guerra. O tamanho natural do nevoeiro fazendo ver todos os ossos descarnados.
Soluço as lágrimas que te secaram,
A um canto e sob a réstia possível da fresta da tua porta, agacho-me ao silêncio perpetuado, combinando os sons de velhas maquinetas fantasmas com o adocicado aroma dos teus penedos de olhar. 