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Caleideiscopicamente.
Assim como
quem se despe, depois de ter fugido.
Depois que a vaca tussa.
Uma dissertação acerca do riso, o meu. O meu magnífico riso de cristal importado. De mil gerações antes de mim. De poetas verdadeiros ainda que mortos. De alguns poemas e um par de mãos cheias de sal que me foram deixadas pelo mar. Em nome da verdade de quem sempre lá esteve. Em marés.
A verdade. A hilariante verdade é a de que aquele saxofone descreve dolorosamente o meu riso. Não aquele que se vê em cada dia, amarelo da idade, mas o riso imperceptível à mão que empunho para escrever, ou a ambas quando me sinto mais perto.

